IR.CRISTOVAM FRANCISCO FLORES (1925-2010)

85 anos

Cristóvam nasceu em Pirapora – MG aos 24 de julho de 1925. Já trabalhava como tipógrafo em Marília – SP quando entrou para a Congregação em 1956. Sua 1ª profissão foi aos 08 de dezembro de 1957 e a profissão perpétua aos 09 de dezembro de 1963.
Em Casa Branca, na Casa de Formação para os Irmãos Coadjutores estigmatinos, trabalhou como tipógrafo-chefe, contratando um bom número de funcionários leigos, até que a Tipografia fosse fechada. Naquela comunidade permaneceu até 1993. Viveu em Barretos de 1994 até o ano 2000, quando foi transferido para a comunidade da Fazenda Santana (Corumbataí-SP), onde residiu até a sua morte. Convém também lembrar que, no período de agosto de 1971 até o fim de 1974, integrou a Equipe Missionária da Província Santa Cruz, que na ocasião tinha Casa Branca como sede. Foi também catequista e cuidador de doentes. Zeloso apóstolo sempre encontrava meios para divulgar os ensinamentos e amor de Jesus Cristo. Caracterizou-se como o religioso dos terços; fazia-os dia e noite e por meio de seus trabalhos divulgou a devoção a Nossa Senhora. Foi sempre um religioso estigmatino muito dedicado, disponível e acolhedor. Pessoa que sabia alegrar qualquer ambiente de que tomasse parte.
Sofria de diabetes e problemas cardíacos. Faleceu no Hospital Santa Edwiges, em Campinas, SP. Estava internado há vários dias tratando de um AVC. Na madrugada do dia 24 de novembro de 2010 foi levado para a UTI. Não resistiu a complicações pulmonares e foi para o Pai às 7.30 horas

PE. HIDEO ONISHI (1939-2009)

70 anos

Hideo Onishi, filho de pais japoneses, nasceu em Quintana - SP aos 24 de julho de 1939. Entrou para o seminário em Rio Claro - SP no ano de 1954. Fez os primeiros votos em Casa Branca - SP aos 9 de dezembro de 1960. Emitiu a profissão perpétua em 1963. Foi ordenado sacerdote em Campinas - SP no dia 7 de dezembro de 1968.
Após a ordenação foi ao Japão, onde morou durante dois anos, a fim de se aperfeiçoar na língua do país. Em consequência dedicou-se ao atendimento dos japoneses e descendentes. Decorre também deste fato sua ida a Marília - SP (1971-1981), sendo a região local de grande concentração de nipônicos. Por dez anos (1982-1990) foi vigário paroquial em Casa Branca. Voltou a Marília em 1991, onde permaneceu até outubro de 2009.
Pe. Hideo sofria de problemas cardíacos há algum tempo, tendo passado por momentos delicados e quase fatais. Cirurgias e adequados tratamentos lhe ofereceram oportunidades de sobrevivência. A diabetes o atacou violentamente e deixou-o praticamente cego. As complicações de saúde eram constantes e não resistiu à cirurgia a que se submeteu no Hospital Celso Pierro de Campinas - SP no início de novembro de 2009, vindo a falecer na madrugada do dia 3.
Pe. Hideo sabia como trabalhar em silêncio. Falava pouco e ouvia muito e a muitos. Outra sua característica eram as visitas familiares que fazia frequentemente a um grande grupo de pessoas, tanto a amigos como a fiéis que lhe eram confiados no ministério presbiteral.
Mesmo sem usar muitas palavras foi companheiro fiel dos confrades, participando ativamente em tudo na vida comunitária, paroquial e provincial. Chamado pelo Senhor viverá plenamente sua vocação, absorto na contemplação dos bens divinos.

PE. JACOB STENICO (1919-1993)

74 anos

Nasceu em Piracicaba - SP (Bairro de Santa Olímpia) aos 20 de dezembro de 1919. Entrou como aspirante em Rio Claro - SP aos 11.02.1931. Ordenou-se sacerdote em São Caetano do Sul - SP aos 09 de julho de 1944.
Trabalhou em Ribeirão Preto - SP, Tupaciguara.- MG, Ituiutaba - MG, Rio Claro – SP.
Foi excelente professor de português e filosofia. Lecionou ainda língua grega e outras disciplinas nos cursos de teologia, ginasial e colegial. Era claro e preciso nas explanações e de grande profundidade no conhecimento das matérias. Tinha o carisma de tornar simples os conceitos complexos. Recebeu a alcunha de "rabino", no sentido de que sabia explicar tudo.
Extrovertido, barulhento, apreciador de cerveja e vinho, apresentava-se continuamente alegre e dinâmico. Nas festas caseiras gostava de cantar, preferencialmente as canções tirolesas.
Foi muito piedoso e sério em suas orações. Suas missas eram maravilhosas, pois ao lado da pronúncia clara passava um conhecimento profundo de doutrina enriquecendo-a com fatos e histórias interessantes. Sabia transmitir com facilidade. Era pregador de homilia breve, substanciosa e compreensível.
Em julho de 1966 em lamentável acidente quase perdeu a vida no mar. Com muita calma enfrentou as ondas e os rochedos até receber auxílio. Sua saúde ressentiu após o acidente. Um problema na perna o incomodou pelo resto da vida.
A partir de 1977 passou a residir em Santa Olímpia, fazendo parte da comunidade de Rio Claro, onde comparecia toda quarta-feira.
No dia 26 de novembro de 1993 sentiu fortes dores o dia todo e à noite foi levado ao hospital de Piracicaba - SP. Apesar do atendimento médico faleceu na madrugada do dia 27, de um ataque de pancreatite aguda.
Não temia a morte. Na UTI, perto do fim, à pergunta se necessitava de algum auxílio espiritual, respondeu serenamente: "Estou preparado". Foi sepultado no jazigo da família em Piracicaba.

PE. VITÓRIO NARDON (1906 -1994)

88 anos

Nasceu em Lisignago (província de Trento, Itália) aos 28 de julho de 1906. Entrou em Verona aos 26.09.1920. Foi ordenado sacerdote em Verona aos 12 de julho de 1931.
Veio para o Brasil aos 06 de novembro de 1934. Exerceu o ministério em São Caetano - SP, São Paulo (Moóca) - SP, Curitiba - PR, Itobi - SP, Rio Claro - SP, Sales de Oliveira - SP, Cafelândia - SP. Na Itália em Roma e Verona.
Teve uma vida ativa e pioneira em todos os sentidos. Iniciou grandes obras em condições precárias e as levou a cabo enquanto permaneceu no lugar.
Menotti del Picchia (da Academia Brasileira de Letras) escreveu sobre ele: "Por volta de 1941 um estigmatino pobre e tenaz arranchou-se numa rústica oficina mecânica na Rua Bichira (Moóca). No bairro obreiro, o que rodeou o estranho sacerdote proveniente da Itália com o coração ardente de caridade foi a pobreza. Como operava sob o signo das Santas Chagas de Cristo, a dor alheia era-lhe familiar. Para leni-la, ergueu ali mesmo uma pequena igreja. Se Deus cabe na mínima partícula da hóstia, cabia também entre aquelas quatro exíguas paredes. E começou a irradiar-se a obra do Pe. Vitório Nardon".
Trabalhou com Círculos Operários, escolas, gabinetes dentários e tudo o mais que pudesse servir para o bem de seus paroquianos.
Em 1957 partiu para uma nova fundação, em Curitiba – PR. Mesmo em meio a extrema pobreza, colocou os alicerces estáveis em Curitiba - PR, Palmeira - PR e Porto Amazonas - PR.
Em 1967 seguiu para Itobi - SP, onde durante 25 anos pôde extravasar sua dedicação pelos pobres e abandonados. Com o fechamento do Leprosário de Cocais, conseguiu um local onde os leprosos e ex-leprosos pudessem viver do próprio trabalho, criando a "Vila Friuli". Construiu também uma creche para crianças pobres. Tudo isso com o auxílio dos amigos da Itália, que ele tão bem soube cativar.
Possuidor de inteligência fantástica e memória prodigiosa, nunca as utilizou como professor. Veio para o Brasil a fim de lecionar teologia, mas o fez por pouco tempo.
Aos 19 de março de 1992 retornou em definitivo para Itália. Precisava de descanso e de tratamento de saúde, que há muito tempo estava abalada.
Aos 27.08.1994 escreveu: “Vim para a Itália após quase 60 anos de Brasil. Vim com bilhete de ida e volta, mas as condições físicas não me permitem que retorne. Sinto-me aqui como no exílio".
Faleceu em Trento, no dia 21 de novembro de 1994, aos 88 anos, vítima de parada cardíaca.

PE. LEO GERACCI (1916-1966)

50 anos

Leo nasceu em Newton Upper Falls - MA (USA) aos 08 de abril de 1916. Entrou como aspirante em Waltham aos 06.09.1931. Iniciou o noviciado aos 06.09.1935. Fez a primeira profissão aos 09.09.1936 e a perpétua em Ribeirão Preto - SP aos 09.09.1938. Foi ordenado em São Caetano do Sul - SP aos 09 de julho de 1944.
Enquanto era estudante professo pediu para completar seus estudos teológicos no Brasil. Ordenado sacerdote, permaneceu mais um ano no Brasil e depois voltou para os Estados Unidos.
Destinado ao ministério pastoral, trabalhou em nossas paróquias de Springfield - MA, West Springfield - MA, Milford - MA e Waltham - MA, Pittsfield - MA, Manassas - VA, Sault Saint Marie – Ontário (Canadá) e na casa de noviciado em Sangerfield - NY. Esteve três anos na ilha de Guam (1948 a 1950) como educador na "Father Dueñas Memorial School".
Em 1963, Pe. Leo ofereceu-se como voluntário para iniciar a primeira obra americana em Palmeira - PR. Porém, devido à sua saúde abalada teve que voltar ao país natal um ano depois.
Pe. Leo era conhecido por sua constante alegria e por um grande interesse pelas vocações.
Enquanto trabalhava como capelão no hospital de Santa Inês em White Plains - NY foi acometido de um violento ataque cardíaco. Embora socorrido com todos os meios possíveis, faleceu duas horas depois no hospital. Era o dia 14 de novembro de 1964.
Foi sepultado em nosso cemitério de Wellesley - MA no dia 17 de novembro.

PE. BENTO ARPAD GYULA SULCZ (1929 -1992)

63 anos

Arpad Gyula Sulcz nasceu em Miskolc, Hungria aos 27 de abril de 1929. Depois da invasão soviética de 1956, refugiou-se no Brasil tomando o nome de Bento.
Pouco depois entrou na Ordem dos Beneditinos em São Paulo, onde fez os votos solenes aos 20 de agosto de 1961.
Em 1963 tornou-se "cidadão brasileiro". Foi ordenado sacerdote em São Paulo aos 25.09.1965.
Em 1970 deixou a Ordem beneditina e se incardinou na arquidiocese de São Paulo. Foi nomeado Assistente nacional dos escoteiros católicos. Em seguida foi para a diocese de Marília, onde entrou em contato com nossos padres e pediu para ser admitido na Congregação.
Em 1979 fez o noviciado, e dois anos depois a profissão perpétua.
Trabalhou em Santa Cruz - RJ, Livramento - BA, Rio Claro - SP, Casa Branca - SP, Palmas - PR, São Caetano do Sul - SP e Ribeirão Preto-SP.
Testemunhou seu ex-abade: "A personalidade de Dom Bento não carece de qualidades que provocam admiração e estima dos leigos: boa disposição para servir e auxiliar os outros; grande entusiasmo pelo trabalho; zelo apostólico, a capacidade de animar os grupos, vida sacerdotal irrepreensível. Porém, existe o outro lado da medalha: apesar da simpatia que consegue granjear, em muitas ocasiões cria incompatibilidades pessoais".
Em 1991, em Bento Quirino - SP, onde era pároco, sofreu uma queda. O golpe na cabeça foi fatal. De nada valeram os grandes esforços para restituir-lhe a saúde.
No dia 07 de novembro de 1992, à tarde, voltando de São Paulo, sentiu-se mal e foi levado com urgência ao Pronto Socorro do hospital Santa Edwiges, em Campinas - SP. Feitos alguns exames e nada tendo sido constatado de grave, foi medicado e enviado para a casa da Chácara do Vovô. Mas, improvisamente na madrugada do dia 8 veio a falecer por um edema pulmonar e insuficiência cardíaca.
Foi sepultado no jazigo dos Estigmatinos em Campinas.

PE. FERRUCCIO TRIBOS (1911-1985)

74 anos

Nascido em Fauglis (região do Friuli-Venezia Giulia, Itália) aos 05 de fevereiro de 1911, entrou como aspirante em Verona aos 12.11.1928 e foi ordenado sacerdote em Verona aos 07.03.1936.
Exerceu o ministério como professor e coadjutor em Gemona, Roma (Paróquia Santa Cruz) e Verona. Foi capelão militar de 1941 a 1943.
Aos 19 de março de 1947 chegou ao Brasil. Foi designado para Marília, e lá permaneceu até a morte, sempre como vigário paroquial.
Dedicou-se completamente à Legião de Maria, Serra Clube e à direção do coral da Paróquia Santo Antônio.
Apesar de mostrar severidade na aparência, era de extrema simplicidade e tornou-se benquisto pelos confrades, pelo clero e pelo povo. Recebeu o título de cidadão honorário de Marília.
Foi descrito como "sério, responsável, aparentemente rude, mas muito sensível, comunicativo, piedoso, trator da paróquia, reto, zeloso, caridoso, exigente, fiel na vida religiosa e sacerdotal".
Sofreu um acidente de lambreta e sua saúde ficou prejudicada. Nos últimos da vida sua saúde decaiu vertiginosamente. Finalmente no dia 07 de novembro de 1985 entregou sua bela alma a Deus.
Foi transportado para Campinas, onde repousa no jazigo dos estigmatinos.

PE. CESAR BIANCO (1913 -1995)

82 anos

Cesare nasceu em Concordia Sagittaria (região do Friuli-Venezia Giulia), aos 12 de novembro de 1913. Entrou em Verona aos 07 de setembro de 1925. Fez a primeira profissão aos 06.09.1931 e a perpétua aos 13.11.1934.
Chegou ao Brasil aos 06.11.1931, e foi ordenado sacerdote em Campinas - SP aos 07 de novembro de 1937.
Exerceu o ministério em Rio Claro - SP, Campinas - SP, Ribeirão Preto - SP, Palmeira - PR, São Paulo - SP (Moóca). Foi formador, mestre de noviços, pároco e missionário rural.
Religioso exemplar, procurou imitar o Fundador na devoção e na espiritualidade da Cruz. Era fiel observante das regras, de piedade profunda e sempre disponível ao povo de Deus.
Sabia transmitir às pessoas que dele se aproximavam a espiritualidade de Pe. Gaspar. Uma das suas maiores alegrias foi a participação na canonização de São Gaspar.
Tinha devoção toda especial à Santíssima Virgem. Estava sempre com o terço nas mãos.
Na vida sacerdotal mostrou grande ardor apostólico na pregação da Palavra, na celebração da Eucaristia e no confessionário.
Como missionário percorreu numerosas comunidades rurais com grande alegria e jamais demonstrou cansaço. Sua palavra era fácil, simples, como o povo gostava. Estava sempre alegre e sorridente. Sabia transmitir o entusiasmo de que seu coração estava repleto.
Adoentado, nunca deixou de fazer o que ainda podia. Os dois últimos anos de sua vida foram cheios de sofrimentos por causa da diabete e de uma artrose que não lhe permitia mais caminhar. Foi obrigado a permanecer no quarto renunciando ao confessionário e à direção espiritual, ministérios que tanto prezou na vida sacerdotal.
Faleceu aos 07 de novembro de 1995, em São Paulo, Moóca, onde viveu os últimos 15 anos. Destes, sessenta, viveu no Brasil que considerava sua pátria.
Foi enterrado em Campinas, no jazigo da Congregação.

PE. VICENTE DE PAULO TOPAN PICARELLI (1934-1994)

60 anos

Vicente nasceu em Socorro-SP, no dia 26 de abril de 1934, de uma família numerosa e de pais profundamente cristãos, dos quais recebeu uma sólida educação. Entrou no Seminário Estigmatino de Ribeirão Preto - SP em 1957, com o curso normal concluído.
Fez a primeira profissão em 1959 e a perpétua aos 09.02.1962. Foi admitido à ordenação sacerdotal São Paulo - SP aos 18 de dezembro de 1965.
Exerceu o ministério em Campinas - SP, Livramento do Brumado - BA, Casa Branca - SP, São Caetano do Sul - SP, Buriti Alegre - GO, Goiânia - GO, Morrinhos - GO e Ituiutaba - MG.
Sua saúde precária não lhe permitia grandes realizações. Tinha habilidades para as artes mecânicas e para todos os trabalhos de casa. Estava sempre atento às dificuldades da comunidade e também do povo. Modesto, muito educado, cortês, sempre calmo e tranqüilo, serviçal, trabalhador e interessado em ajudar tanto os confrades como as outras pessoas.
Sempre foi muito estimado pelo povo e admirado por todos. Mesmo doente e com fortes dores continuava a trabalhar e servir até lhe faltarem completamente as forças físicas.
Na verdade, descuidou de si mesmo, sofrendo sérias conseqüências de saúde.
Desde 1990, recolheu-se à Chácara do Vovô, em Campinas - SP pelo agravamento dos problemas de sua saúde. A sua vida tornara-se um autêntico purgatório, sempre debaixo de cuidados médicos, indo de casa para o hospital e vice-versa.
No último ano de vida teve que submeter-se a hemodiálise com três sessões semanais. O tratamento pouco adiantou.
Enfrentou a doença com coragem e serenidade. Não se lamentava dos sofrimentos. No seu diário espiritual encontram-se referências às dores que eram intensas e a aceitação das mesmas em benefício das vocações estigmatinas. Deixou um exemplo de tenacidade e persistência, e, sobretudo foi um homem de fé.
Ficou duas semanas em estado de coma no hospital. Morreu na noite de 23 de novembro de 1994.
Está sepultado em Campinas-SP, onde faleceu.

DOM HELIO PASCHOAL (1927-2005)

78 anos

Hélio Paschoal nasceu em Vargem Grande do Sul - SP aos 26 de abril de 1927. Viveu, contudo, em Casa Branca - SP, de onde entrou como o aspirante em Rio Claro - SP aos 22 de dezembro de 1938. Fez a primeira profissão em Ribeirão Preto - SP aos 27 de maio de 1946. Foi ordenado sacerdote em Ribeirão Preto - SP aos 15 de agosto de 1951. Recebeu a sagração episcopal em Barretos, tornando-se bispo de Livramento de Nossa Senhora - BA aos 25 de junho de 1967. Renunciou ao exercício do episcopado aos 21 de janeiro de 2004.
Exerceu o ministério sacerdotal em São Caetano do Sul - SP, Ribeirão Preto - SP, Brasília - DF e Barretos - SP.
Dom Hélio foi sempre brilhante nos estudos, bom colega, sempre tranqüilo e participativo, seja nos trabalhos como nos momentos de lazer. Foi sempre muito cuidadoso com a saúde, embora tenha sofrido doenças várias durante a vida.
Em Ribeirão como professor, muito colaborou na formação dos novos membros de sua Congregação, lecionando várias disciplinas para os cursos ginasial e colegial, teologia dogmática e direito canônico para os estudantes professos. Foi ainda prefeito de estudos e superior do seminário. Todos os sábados viajava para ajudar os párocos necessitados. Tornou-se benquisto pelas suas pregações e bom tratamento com o povo. Como pároco ganhou a simpatia de todos pela sua bondade, cordialidade e largueza de visão.
Letrado e inteligente gostava sempre da companhia de pessoas também cultas e preparadas, porém possuía a capacidade de adaptação aos lugares onde exerceu seu ministério. Exemplo disso foi o desempenho na Diocese de Livramento de Nossa Senhora, em pleno sertão baiano. Foi estimado tanto pelos simples, como pelos mais preparados intelectualmente, pelos pobres e pela classe mais elevada.
Amava muito a Congregação e procurava sempre manter contínuo contacto com os confrades antes e depois do episcopado. Sempre disposto à conversa descontraída e alegre, tinha uma gargalhada pronta a qualquer momento. Nas férias em nossas casas, dizia: Aqui sou confrade, lá sou o "bispo".
Ao renunciar em 2004, passou a residir no Santuário Nossa Senhora do Desterro, em Casa Branca - SP, onde ajudava o pároco.
As forças que lhe restavam nos últimos tempos de vida foram marcadas pela enfermidade. De férias na Fazenda Santana, sentiu-se mal, foi levado ao Hospital em Campinas, cidade onde faleceu no dia 22 de novembro de 2005. Seu corpo foi transladado para Livramento e sepultado na frente do altar-mor da Catedral, sua igreja por 36 anos.
Grande de estatura e maior ainda de envergadura moral, espiritual e intelectual, com 78 anos completos, foi ao encontro definitivo do Pai, deixando exemplos de uma vida dedicada a Deus e à Igreja, vivida na fé e no serviço generoso ao povo confiado aos seus cuidados de Pastor.

DIAC. ROMÃO RUÍS (1929-2007)

78 anos

Romão nasceu em São João da Bocaina - SP aos 17 de março de 1929. Fez a primeira profissão aos 16.02.1952 e a perpétua aos 16.02.1959. Foi ordenado diácono permanente no dia 3 de março de 1990.
Viveu e trabalhou em Rio Claro - SP (1952-1953 e 1965-1977), montando uma colchoaria no final dos anos ‘60; em Corumbataí - SP (Fazenda Santana) nos anos 1978-1985, em que não mediu sacrifícios para hospedar encontros, retiros e reuniões familiares; em Ribeirão Preto - SP (1956-1957); em Palmeira - PR (1958-1959) na formação do pré-seminário; em São Caetano do Sul no ano de 1962; em Morrinhos - GO como responsável pelos internos do Ginásio Senador Hermenegildo de Morais (1963-1964). Durante o ano de 1986 fez experiência pastoral na paróquia São João Batista, de Rio Claro. Ajudou na diocese de Caetité - BA nos anos 1987-1989, onde se desdobrou com extrema generosidade em prol do povo de Deus.
Afeiçoado ao escotismo, dedicou grande parte de sua vida aos jovens. Era enérgico, exigente, responsável e cumpria à risca o estatuto do movimento. Foi o fundador do grupo de escoteiros de Santa Cruz, Rio Claro. Tinha dotes artísticos que empregou no teatro e artes mágicas.
Era esforçado, trabalhador, empreendedor onde quer que estivesse. Cozinheiro de mão cheia.
Seu caráter forte, rude e impetuoso com impulsos e sentimentos que se alternavam continuamente o moldou, por um lado, como religioso operoso e incansável em seus compromissos, e por outro, como ativista polêmico. Possuía um coração generoso, principalmente nos trabalhos pastorais. Cuidou com grande dedicação, como diácono, das capelas de periferia da Paróquia Santa Cruz de Rio Claro, onde deu início às capelas de São Gaspar Bertoni e de Santa Edwiges.
Nutria grande devoção a Maria Santíssima e a São Gaspar Bertoni.
Embora de compleição robusta, de boa saúde e incansável, sofreu isquemia, AVC e outras complicações que pouco a pouco minaram sua resistência e o prenderam ao leito.
No ano de 2007, em estado precário foi levado à Chácara do Vovô, em Campinas - SP, para tratamento de saúde. Já havia sofrido anteriormente uma série de derrames cerebrais que lhe dificultaram os movimentos, principalmente nas pernas. Chegou ao ponto de não mais conseguir levantar-se do leito.
Faleceu às 18 horas do dia 17 de novembro de 2007, vítima de parada cardio-respiratória e infarto agudo.
Foi sepultado no túmulo da família, no cemitério São João Batista, em Rio Claro.

PE. ANTÔNIO PEDRO DA SILVA NETO (1930-2008)

78 anos

Antônio nasceu em Itamogi - MG no dia 18 de agosto de 1930. Em fevereiro de 1944 entrou para a Escola Apostólica Santa Cruz, em Rio Claro - SP. Em 1951 fez o noviciado em Ribeirão Preto - SP e a primeira profissão aos 16 de fevereiro de 1952. Cursou Filosofia em Ribeirão Preto e Teologia em Verona, Itália. Foi ordenado sacerdote na Catedral de Verona no dia 29 de junho de 1957.
Na Itália ainda fez curso de pastoral em 1958. Trabalhou na formação no seminário de Rio Claro de 1959 a 1961. Em 1962 foi reitor da Igreja São Benedito, em Campinas - SP. Morou em Ribeirão Preto (1963) como formador e em 1964 na paróquia de Ituverava - SP. De 1965 a 1967 foi vigário cooperador em Tupaciguara - MG. A seguir, em 1968 exerceu ministério em Rio Claro.
Em 1969 dedicou-se à promoção vocacional. Auxiliou apostolicamente nas paróquias de Barra da Estiva - BA (1970-1971), de Praia Grande - SP (1972-1973; 1979-1981), de Rio Claro (1974-1976), de Ribeirão Preto (1982), de Ituverava - SP (1983-1984). Ficou à disposição do Superior Provincial em 1977-1978.
A partir de 1985 exerceu o ministério sacerdotal em Ituiutaba - MG, Uberaba - MG e Morrinhos - GO. Desde os últimos meses de 1988 até 2007 foi pároco da Paróquia Divino Pai Eterno, em Água Limpa - GO, como ministério especial.
Pe. Antônio desenvolveu seu ministério pastoral ao som da sanfona, seu instrumento preferido. Com ela ensaiava cânticos, formava grupos de cantores e alegrava o ambiente em que estivesse. Era chamado “padre sanfoneiro” Utilizou este dom para manifestar seu zelo apostólico e dedicação à pregação do Evangelho.
Apesar de seu temperamento difícil e polêmico, sempre foi fiel às obrigações da vida religiosa, mormente nas práticas de espiritualidade, participando com satisfação da vida das comunidades religiosas e demonstrando prazer em encontrar-se com os confrades.
Em abril de 2007 sofreu aneurisma cerebral e passou a residir na casa provincial da Província São José, em Goiânia - GO.
Em 2008 começaram os sintomas do mal de Alzheimer e sérios problemas de coração. Às 20.45 horas do dia 02 de novembro de 2008 faleceu em Goiânia, com 78 anos de idade, 56 de vida religiosa e 51 de sacerdócio.
Seu corpo foi transladado para Morrinhos. Após a missa de corpo presente foi sepultado no jazigo dos Estigmatinos.